Nos últimos cinco anos, o comércio entre o Brasil e a África do Sul aumentou duas vezes e meia, passando de US$ 936 milhões, em 2003, para US$ 2,2 bilhões, em 2007.

O crescimento atingiu tanto as exportações brasileiras para o país da África quanto as importações de produtos sul-africanos. O superávit perdura desde 1999. Em 2007, os brasileiros exportaram US$ 1,7 bilhão e importaram US$ 522 milhões, o que resultou em um saldo positivo de US$ 1,2 bilhão.

Segundo o cônsul comercial da África do Sul em São Paulo, Jacob Moatshe, as relações entre os dois países se desenvolveram de forma considerável nos últimos dez anos. Segundo ele, os sul-africanos têm visto o Brasil como um parceiro estratégico, tanto econômico quanto político.

“Há algumas similaridades entre os dois países e nós dividimos a mesma opinião sobre alguns assuntos em nível multilateral, como a redução dos subsídios agrícolas [em países desenvolvidos], por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, afirmou Moatshe.

Moatshe lembrou que as negociações entre os dois países também melhoraram por causa do Fórum de Diálogo Ibas (Índia-Brasil-África do Sul), criado em 2003, e do acordo de comércio preferencial do Mercosul com a União Aduaneira da África Austral (Sacu), assinado em 2004.

O cônsul sul-africano afirma que há grandes oportunidades para os brasileiros na África do Sul, principalmente para os fabricantes de ônibus e caminhões. “Há uma grande oportunidade para se colocar na África do Sul e produzir esses produtos lá, atendendo tanto ao mercado do nosso país quanto ao de nações vizinhas”, disse Moatshe.

Segundo ele, seu país pode servir como um portão de entrada para esses produtos brasileiros no continente africano, assim como o Brasil serve de escala para os produtos sul-africanos que entram na América Latina.

Moatshe também destacou as oportunidades para o etanol e o biodiesel brasileiros em seu país. “Vocês têm a oportunidade de transferir equipamentos e tecnologia, estabelecendo parcerias com empresas sul-africanas”, disse.

Outra oportunidade, segundo o cônsul, se encontra no mercado de balas e doces, pois há um grande mercado para esse tipo de alimento na África do Sul. “O Brasil é forte na indústria de doces e já exporta esse produto para lá. Existe a possibilidade de crescer e cortar custos se essas empresas passarem a produzir também na África do Sul. E essa oportunidade também permite atingir os mercados vizinhos.”

O representante comercial da África do Sul destacou ainda que há oportunidades para empresários de seu país no Brasil, principalmente nos setores financeiro e de mineração. “Nós somos muito fortes na área de mineração e podemos transferir tecnologia e equipamentos para a extração de diferentes minerais”, afirma. (ABr)

Fonte: Netcomex

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Comércio do Brasil com a África do Sul mais que dobrou em cinco anos
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Colaboraram nesta edição:
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