A Câmara de Comércio Exterior (Camex) definiu todos os prazos do conjunto de 12 propostas que integram a Estratégia Nacional de Simplificação do Comércio Exterior, lançada dia 15 de maio, que visa desburocratizar e agilizar o comércio exterior brasileiro. Duas ações já estão sendo implementadas e a previsão é que mais seis entrem em vigor até o próximo dia 30 de junho. O restante será aplicado no segundo semestre deste ano. As medidas fazem parte do projeto Ambiente Jurídico – Investimento e Inovação, desenvolvido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no âmbito da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Ações concluídas A primeira medida já implementada pela Camex tem o objetivo de dar maior celeridade aos processos de emissão de licenças, para combater o elevado número de mercadorias sujeitas à anuência ou a outros controles não-tarifários, na exportação e na importação (quarto item da Proposta 1). Além disso, a Camex recomendou ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e aos ministérios envolvidos no comércio exterior a destinação e liberação prioritária de recursos orçamentários para desenvolvimento, atualização tecnológica e manutenção de sistemas de gestão do comércio exterior (proposta 10). Já no próximo dia 28 deste mês, a Receita Federal fará uma apresentação da Linha Azul, que visa estabelecer os critérios para criação do “Operador Econômico Autorizado” (Linha Azul Plus), reconhecido por todos os órgãos intervenientes (proposta 2). Os prazos das 12 propostas foram definidos no dia 16 de maio, durante reunião do Grupo Técnico de Facilitação de Comércio (GTFAC) da estrutura permanente da Camex, com a participação dos 35 órgãos de governo que ajudaram na elaboração das medidas. Todos os representantes são atuantes nas operações de comércio exterior no país, entre ministérios, agências reguladoras e secretarias. A reunião foi realizada no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os responsáveis por desenvolver cada proposta e os prazos são os seguintes: Proposta 1: reduzir ao mínimo necessário os produtos
e os procedimentos de controle para exportação; reduzir
o número de produtos sujeitos à anuência (inclusive
destaques); eliminar anuências múltiplas para um mesmo
produto. Ações previstas: Proposta 2: ampliar o compartilhamento de informações,
base de dados, técnicas e experiências em parametrização
para seleção fiscal entre intervenientes no comércio
exterior; harmonizar e/ou uniformizar técnicas de identificação
dos operadores com maior ou menor risco; criar mecanismo de licenciamento
instantâneo para operadores de menor risco. Proposta 3: implementar procedimento sumário e automático
de licenciamento enquanto não for implementado o "operador
autorizado", de forma a eliminar a necessidade de obter autorizações
caso a caso, em especial para empresas tradicionais exportadores
e importadoras. Proposta 4: dispensar a anuência em trânsito aduaneiro, salvo em situações excepcionais; eliminar anuências em zonas primárias (portos, aeroportos e fronteiras secas), para mercadorias que se destinam a outro recinto alfandegado, desafogando o movimento de cargas e a necessidade de armazenagem no local do trânsito. Anuentes: enviar lista negativa à Receita Federal, 30/06/2008. Receita Federal: implementação, 02/07/2008; Proposta 5: aperfeiçoar a sistemática de licenciamentos
e anuências de forma a conferir maior racionalidade ao processo
e dar transparência e visibilidade ao desempenho de cada interveniente.
Ações previstas: Proposta 6: padronizar horários, rotinas e expedientes de
atendimento em todo o território nacional, para todos os
intervenientes governamentais que prestam serviços em portos,
aeroportos e zonas de fronteira: Proposta 7: padronizar e manualizar normas e procedimentos operacionais
e administrativos dos órgãos intervenientes de comércio
exterior, disponibilizando-as na Internet: Proposta 9: definir critérios para agilizar a liberação
de mercadorias e embalagens de madeira, com foco na fiscalização
de empresas, setores e países que oferecem maiores riscos
de contaminação; criar mecanismos que permitam tratamento
diferenciado e mais rápido na liberação de
mercadorias submetidas a menores níveis de risco: Proposta 10: enviar ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e demais ministérios envolvidos no Comércio Exterior recomendação para que, durante a fase de elaboração do orçamento do ano seguinte, observem a possibilidade de destinação e liberação prioritária de recursos para as atividades de desenvolvimento, atualização tecnológica, integração e manutenção de sistemas relacionados ao comércio exterior. Camex, concluído; Proposta 11: mapear produtos importados/exportados relacionados
com atividades de P&D e seus respectivos códigos da Nomenclatura
Comum do Mercosul (NCM); analisar a legislação, processos
e procedimentos sobre comércio exterior de produtos relacionados
à Pesquisa e Desenvolvimento, para sugerir melhorias nos
procedimentos e elaborar propostas de peças jurídicas
(minutas de decretos, portarias, etc) sobre o tema; discutir e validar
propostas junto ao MDIC e outros atores governamentais relevantes
à legislação aplicável: Fonte: Assessoria de Comunicação
Social do MDIC |