O governo aposta nos alimentos para atingir a meta de triplicar
as exportações para a China até 2010. É
o que mostra a "Agenda China", lançada ontem pelo
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (Mdic) na sede da Confederação Nacional da
Indústria (CNI). O desafio, porém, não será
fácil. Presente à cerimônia, o secretário
de Relações Internacionais do Agronegócio do
Ministério da Agricultura, Célio Porto, revelou que
não consegue sequer agendar reuniões com o governo
chinês para tentar suspender as restrições à
entrada de carne suína brasileira naquele país. Empresários
presentes ao evento elogiaram a Agenda, mas se queixaram do câmbio.
Para Porto, é preciso diversificar as vendas do agronegócio para a China. O complexo soja corresponde a dois terços das vendas agropecuárias do Brasil para o mercado chinês. O Ministério da Agricultura colocará um adido na embaixada brasileira em Pequim com a missão de discutir o fim das barreiras chinesas a produtos agro-pecuários brasileiros. "Mas não podemos nos iludir: os americanos, que são nosso principal concorrente na venda de produtos agropecuários para a China, têm na sua embaixada 32 profissionais tratando de agricultura", disse. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmou que a Agenda China será fundamental para que o País alcance a meta estabelecida pelo governo de ampliar as exportações brasileiras ao nível de 1,25% das exportações mundiais, até 2010. Também ajudará, segundo ele, a elevar os investimentos para o equivalente a 21% do PIB até 2010. Além de vender mais para a China, a agenda tem como objetivo atrair investimentos. ( AE ) Fonte: Diário do Comércio |