As vantagens são frete mais barato e equipamento mais limpo.


A Atlante Shipping do Brasil encontrou uma solução para crescer no complexo mercado logístico nacional. É oferecer o transporte de mercadoria seca dentro de contêineres refrigerados, que visa não o aumento de receita, mas a abertura de mercado.

No mercado brasileiro de logística internacional tão complexo nos dias de hoje, a maioria dos profissionais e empresas da área ainda não usufruem de todas as ferramentas existentes e disponíveis.

O Brasil é um país que exporta uma quantidade considerável de carnes, flores, frutas, verduras, entre tantos outros produtos perecíveis. Na maioria deles necessitam ser transportados por contêineres refrigerados (do tipo Reefer).

Já que o volume de produtos perecíveis exportados é maior do que o de perecíveis importados, os armadores sofrem com a falta deste tipo de equipamento para exportação. Os contêineres reefer saem do país e não voltam com a mesma proporção. "Nos últimos perecíveis exportados saem em um número maior que os importados, e que essa diferença tende a ser cada vez maior. Para cada dez contêineres que saem do país, entre quatro e cinco retornam",

É comum os armadores oferecerem incentivos financeiros a fim de trazer esses contêineres de volta ao Brasil. Já o conceito NOR (em inglês, Non-operating reefer ou reefer não-operando) é usar esse equipamento para carga seca com o refrigerador desligado. Essa operação ainda não é muito popular, introduzida no mercado brasileiro pela Atlante há cerca de cinco anos. Hoje a empresa oferece serviços NOR, tanto de 20\" quanto de 40\", baseando em três armadores: CSAV, Hamburg Süd e Nippon Yusen Kaisha (NYK).

Entre os tipos de carga mais transportadas em NOR estão eletroeletrônicos, aparelhos de telefone, tecido e calçados. A Atlante Shipping sugere ao cliente que não seja uma mercadoria muito pesada ou que carreguem barras metálicas, objetos cortantes e pontiagudos para não estragar o contêiner. "É necessário compreender que o interior desse tipo de equipamento é mais frágil do que contêineres normais, pois ele possui uma camada revestidora que serve para a circulação de ar e conservação de temperatura no interior do equipamento", explicou Wei.

Um único contêiner reefer transporta diferentes tipos de produtos perecíveis, o que na maioria das vezes deixa odores após o transporte. Por isso, é necessário que o contêiner seja lavado toda vez que é descarregado e devolvido ao armador, para que um diferente tipo de mercadoria a ser embarcada posteriormente não tenha o cheiro da carga transportada anteriormente. "Por esses tratamentos de conservação, normalmente o contêiner reefer apresenta um melhor estado de limpeza e qualidade em relação ao dry".

Por possuir uma camada revestidora - que possibilita a circulação de ar e conservação de temperatura - o interior do contêiner reefer é menor em relação ao equipamento dry. Por exemplo, um contêiner de 40\"HC de qualquer armador oferece um espaço interior de 76 metros cúbicos. Já o contêiner de 40\"RH da Hamburg Süd tem um volume interno de 70 metros cúbicos, uma perda de 7,89%. A fim de compensar o cliente pela diminuição de capacidade de carregamento, os fretes também são mais baratos. No mesmo contêiner 40\"RH da Hamburg Süd, a redução pode ser de 18,75% no preço final. "É uma forma de incentivar a utilização e importação do contêiner NOR, assim, ajudando os armadores na reposição dos contêineres para atender a sua demanda de exportação".

Em relação às escalas, a principal rota de importação dos contêineres NOR da Atlante é o continente asiático, em especial a China e o Japão, que importam muitos produtos perecíveis, mas não exportam na mesma quantidade "A Ásia é um dos principais focos para contrabalencear esse tipo de equipamento, pois lá chega o equipamento e não sai. No Brasil é o contrário, é reefer saindo e não entrando", revelou Wei. Ele comentou que os Estados Unidos, outro grande mercado importador de perecíveis, não têm problemas de falta ou excesso de equipamentos reefer. Isso porque exportam alimentos para a Europa e não precisa do mercado brasileiro para fazer o imbalance. "Mas se amanhã, outro país ou região, como a Europa, apresentar problema de excesso de contêineres tipo reefer, podemos trabalhar com rotas para lá também", disse Wei.


Fonte: Intelog.net

 

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Transporte de mercadoria seca
dentro de contêineres refrigerados
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Editor-chefe:
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Editora-executiva:
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Revisão:
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Colaboraram nesta edição:
Dra. Conceição Aparecida R. Carvalho Moura
Guilherme Poletti
Luis Lira

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