A política cambial do governo baixou as expectativas de vender anualmente US$ 100 milhões de café torrado em quatro anos. Agora, com o dólar desvalorizado em relação ao real, a projeção é de faturar US$ 60 milhões, segundo o coordenador de exportação de café torrado e moído do Projeto Setorial Integrado (PSI) de Promoção de Exportações de Café, Christian Santiago. Neste ano, devem ser vendidos US$ 32 milhões do produto ao mercado externo.

A projeção, no início do projeto, se baseava numa conjuntura diversa. Houve estímulo para a atuação no mercado externo, mas agora o negócio tem de ser bem pensado. Uma solução implementado pela Agência Brasileira de Exportação e Promoção aos Investimentos (Apex-Brasil) foi a instalação de um centro de distribuição na Europa para reduzir os custos de distribuição.

A Café Jaguari, que vende para distribuidores na Polônia e Ucrânia, teve os embarques cancelados para o Japão e África do Sul, seus primeiros clientes externos. O gerente de exportação, Fernando Avanzi, afirma que o câmbio não dá mais "uma mãozinha para os negócios", como no início do projeto. A concorrência também é grande.

Fonte: Diário do Comércio

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