A meta do governo brasileiro
é triplicar as exportações brasileiras para
a China e atrair mais investimentos chineses ao Brasil até
2010. Esse é o objetivo da chamada Agenda China, lançada
no começo de julho do ano passado, em parceria com o Conselho
Empresarial Brasil-China.
Visando diversificar a pauta de exportações para a
China, a Agenda China identifica 619 produtos com oportunidades
para exportação. Destes, 147 são produtos com
potencial para vendas imediatas e capacidade produtiva capaz de
atender a demanda externa. O grupo inclui, além de produtos
alimentícios como peixes, massas e preparações
alimentícias, produtos farmacêuticos e químicos,
máquinas e equipamentos, higiene pessoal e cosméticos,
plásticos, produtos de limpeza, setor automotivo e papel
e celulose, entre outros.
Nos últimos oito anos, a China saltou do 12º para o
3º lugar na lista dos principais destinos das vendas brasileiras
no exterior, respondendo por 6,68% do total de nossas exportações.
No ranking de fornecedores brasileiros, o gigante asiático
está atrás apenas dos Estados Unidos, com uma fatia
de 10,1% das nossas importações. Em 2007, foram US$
23,36 bilhões em transações bilaterais e, em
2008, US$ 30 bilhões.
No primeiro semestre de 2008, por exemplo, a balança comercial
da China cresceu 25,7% e alcançou a cifra de US$ 1,23 trilhões
deste total, apenas US$ 16 bilhões foram negócios
com o Brasil. As exportações chinesas cresceram 21,9%
totalizando US$ 666,6 bilhões e US$ 8,94 bilhões tiveram
o Brasil como destino. As importações tiveram alta
ainda maior: 30,6%, num total de US$ 567,6 bilhões, sendo
apenas U$S 7,4 bilhões de produtos brasileiros. A expectativa
é de que as exportações brasileiras de soja
no mês de maio superem 4 milhões de toneladas, podendo
bater o recorde de 4,44 milhões registrado em maio de 2008.
Em abril do ano passado, o país exportou 3,34 milhões
de toneladas.
Diário de Cuiabá - 01 de junho de 2009
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