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Resumo de Notícias da Semana 15

Grupo Pinho
March 3, 2022

Brasil sobe em ranking mundial de exportadores, segundo OMC

País ficou na 25ª colocação em 2021, segundo relatório anual da Organização Mundial do Comércio. Liderança é da China

Em meio à crise econômica mundial que tem assolado mercados mundiais de modo geral, grande parte deles atingidos pela pandemia causada pelo novo coronavírus, o Brasil conseguiu subir no ranking entre os maiores exportadores, segundo lista organizada pela Organização Mundial do Comércio.

O Brasil chegou ao posto de 25º maior exportador mundial de mercadorias. O índice foi baseado nas transações globais de 2021. Ao longo do ano passado, as exportações nacionais alcançaram o valor de US$ 281 bilhões, o que correspondeu a uma alta de 34% na comparação com o ano anterior (US$ 210 bilhões).

O valor obtido pelo Brasil fez com que o país aumentasse a sua participação nas vendas globais para 1,3%. Em 2020, tinha ficado na 26ª posição, com fatia de 1,2%. O dado é uma das boas notícias em um período marcado pela retração mundial nos principais mercados mundiais, como China e EUA.

Ainda segundo a análise feita pela Organização Mundial do Comércio,  o Brasil alcançou o posto de 27º maior importador, com compras que somaram US$ 235 bilhões em 2021, com alta de 41%. Em 2020, tinha sido o 29º maior comprador mundial.

Esse aumento das exportações brasileiras teve como grande impulsionador o salto significativo nos preços dos produtos definidos como commodities. Nesse quesito, destaque para as vendas de minério de ferro (72,9%), petróleo (54,3%) e soja (35,3%).

Como era de se esperar, mesmo com a diminuição da produção e aquisição de produtos, a China continuou no topo do ranking dos maiores exportadores, com participação de 15,1% do total das vendas, seguida por Estados Unidos (7,9%) e Alemanha (7,3%). O país norte-americano segue na liderança dos países importadores, com fatia de 13%. Na sequência, estão a China (11,9%) e a Alemanha (6,3%).

A Organização Mundial do Comércio estima um crescimento de 3% no comércio global em 2022, mas toda e qualquer projeção ainda pode ser modificada a depender de contextos mundiais, como o arrefecimento da pandemia e o fim dos conflitos entre Rússia e Ucrânia. Nenhuma das duas situações parece estar próximo do fim neste momento.

Para se ter uma ideia do impacto dos dois eventos, a organização foi “obrigada” a rever a própria projeção dada anteriormente para 2022, que era de 4,7%, e de 3,4% para o ano que vem.

“Está claro agora que o golpe duplo da pandemia e da guerra afetou as cadeias de abastecimento, elevou as pressões inflacionárias e reduziu as expectativas de crescimento da produção e do comércio”, disse a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, em entrevista à imprensa.

Okonjo-Iweala também salientou para uma potencial crise alimentar devido a interrupções nas exportações da Ucrânia e da Rússia, ambos grandes países fornecedores de grãos e outras commodities, o que pode atingir principalmente as nações pobres, incluindo cerca de 35 importadores africanos.

Ela instou os países a permanecerem comprometidos com o sistema multilateral de comércio para evitar o risco de que ele se divida em duas esferas. “Acho que os custos para a economia global serão bastante significativos se fizermos isso”, disse ela.

Fonte: Comex do Brasil

Exportações devem crescer até 10,2% em 2022 e contribuem para a recuperação do setor, projeta Abicalçados

Em recuperação, o setor calçadista brasileiro deve crescer entre 1,8% e 2,7% em 2022, encerrando o ano com uma produção entre 820 milhões e 828 milhões de pares. Os resultados serão puxados pelas exportações, que devem encerrar 2022 com crescimento de 8,4% a 10,2% em relação a 2021 (entre 134 e 136 milhões de pares).

As projeções foram anunciadas no Análise de Cenários, evento digital realizado nesta quarta-feira (13) pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) que contou com explanações da coordenadora de Inteligência de Mercado da entidade, Priscila Linck, e do doutor em Economia Marcos Lélis. O evento contou com o patrocínio da Kisafix e da Blu.

Conforme a análise, após um crescimento de 9,8% na produção ao longo de 2021, ante 2020, o setor calçadista seguirá em ritmo de recuperação ao longo de 2022, mas deve seguir abaixo dos níveis pré-pandemia, em 2019.

“No ano passado, encerramos com uma produção cerca de 10% menor do que em 2019. Para 2022, mesmo crescendo na base otimista ante 2021 (+2,7%), seguiremos cerca de 8% abaixo dos níveis pré-pandemia”, comentou.

“O mercado interno, que representa 85% das vendas do setor, segue com uma dinâmica inferior ao crescimento das exportações, reflexo do nível de emprego e crescente inflação, que reduz a renda disponível para consumo”, acrescentou.

Empregos

Depois de ter criado 27 mil postos na atividade, ao longo do ano passado, o setor calçadista brasileiro, que criou outros 13 mil no primeiro bimestre de 2022, deve encerrar o ano com saldo positivo na geração de empregos. Conforme análise da Abicalçados, a indústria calçadista deve encerrar o ano com crescimento entre 1,3% e 5,3% no estoque de empregos, com mais de 270 mil pessoas empregadas na atividade em todo o Brasil.

Projeções

As projeções setoriais da Abicalçados são realizadas por meio de análises das perspectivas de crescimento dos PIBs brasileiro e dos Estados Unidos – principal destino das exportações de calçados -, e o comportamento do câmbio. Lélis destacou que o PIB brasileiro, que cresceu 4,6% no ano passado, vem em desaceleração desde o início do ano.

“O Brasil parece ter um limitador de crescimento, baseado especialmente no baixo investimento público, no aumento da desigualdade e com o componente da inflação, hoje em dois dígitos”, ressaltou o economista, destacando que, para 2022, a previsão é de um crescimento no PIB de apenas 0,5%. “O baixo crescimento interno deve impactar o setor calçadista brasileiro ao longo do ano”, diz.

Fonte: Comex do Brasil 

Porto de Imbituba registra alta de 24,6% na movimentação de cargas do 1º trimestre

Somando 1,6 milhão de toneladas operadas entre janeiro e março, o Porto de Imbituba celebra o melhor 1º trimestre de sua história e um crescimento de 24,6% na movimentação de cargas em relação a 2021. Ao todo, foram atendidos 67 navios, um incremento de 19,6% se comparado aos atendimentos dos três primeiros meses do ano anterior.

“Nossos esforços, em conjunto com a comunidade portuária, formada pelos trabalhadores e empresas que realizam as operações, são para atender a grande demanda do mercado, que tem mantido uma alta procura por atracações em Imbituba e, consequentemente, essa curva de crescimento”, destaca Fábio Riera, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba.

O contexto contribui tanto para o aumento na movimentação de cargas cativas, aquelas que já mantêm uma operação constante, a exemplo do coque, como para a atração de novos negócios, como a recente assinatura do contrato de arrendamento do Terminal de Granéis Líquidos (TGL) e do arrendamento transitório do Terminal de Granel Mineral (TGM).

“Enquanto gestão do Porto, buscamos ampliar e agilizar a capacidade de atendimento, em termos de infraestrutura, sistematização de processos e da otimização do uso dos três cais, possibilitando receber até quatro navios simultaneamente”, afirma Riera.

Mês a mês, o Porto vem registrando importantes resultados. Realizou o melhor janeiro e fevereiro de sua história e, em março, teve praticamente o mesmo volume realizado no ano passado, com leve retração de 1,2%. De acordo com o diretor de Planejamento e Operações da Autoridade Portuária, José João Tavares, o desempenho do último mês foi impactado pela presença de chuvas.

Os granéis sólidos seguem predominando a movimentação portuária em Imbituba, com 74,6% do volume operado de janeiro a março, especialmente, do tipo minerais (68% dos granéis sólidos). Dentro dos granéis minerais, estão o coque de petróleo (calcinado e não calcinado), adubos, minérios de ferro e de manganês e o sal.

A operações foram principalmente de importação (47,8% do volume), seguidas dos embarques de exportação (39,8%). A cabotagem, formada principalmente pela movimentação de contêineres, representou 12,2%. Especificamente as operações de contêineres apresentaram incremento de 33,2% número de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados no 1ºtri, em relação a 2021.

Fonte: Comex do Brasil 

Alavancados pelo agronegócio, portos de Paranaguá e Antonina têm alta de 9,4% no volume de carga no primeiro trimestre

O volume de cargas que passou pelos portos paranaenses nos primeiros três meses de 2022 foi 9,4% maior comparado com mesmo período de 2021. De janeiro a março, foram movimentadas 14.079.177 toneladas pelos terminais de Paranaguá e Antonina. No ano passado eram 12.869.762 toneladas.

“As altas no trimestre mostram a força do agronegócio no Brasil. Os alimentos puxaram os números, com destaque para os granéis de exportação, como soja, farelos e milho, além da importação de fertilizantes, usado nas lavouras”, avalia Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, empresa pública que administra os terminais marítimos do Estado.

Considerando os dois sentidos do comércio, o segmento de granéis sólidos acumula 17% de alta no ano. De janeiro a março, foram 8.915.471 toneladas movimentadas. Nos mesmos meses de 2021, foram 7.643.257 toneladas.

A carga geral movimentou 3.269.434 toneladas, contra 3.286.879 toneladas em 2021 – o que representou queda de 1% neste ano. Em granéis líquidos foram movimentadas 1.894.272 toneladas, registrando queda de 2% em relação às 1.939.625 toneladas do ano passado.

FERTILIZANTES

O impacto da crise no Leste Europeu ainda não apareceu nos números do trimestre. Os fertilizantes, que têm como principal origem a Rússia, foram comprados ainda em 2021. “Além do tempo de chegada do navio até  Paranaguá, que inclui a parada em diferentes portos, tem todo o período de comercialização. Da negociação da carga, até o desembarque do produto, são pelo menos sete meses”, explica Garcia.

A alta na importação dos adubos chegou a 28%, na comparação entre janeiro a março de 2021 e o mesmo período de 2022. Foram 2.391.195 neste ano toneladas ante 3.068.596 do ano anterior.

GRANÉIS

Nas exportações, destaque para as altas registradas nos embarques de soja (18%), farelos (38%) e trigo (135%). Respectivamente, os volumes dos produtos movimentados, neste ano, foram 3.303.523 toneladas, 1.342.739 toneladas e 32.895 toneladas.

Em 2021, nos mesmos três primeiros meses, foram movimentadas 2.809.033 toneladas de soja; 970.140 toneladas de farelos e 14 mil toneladas de trigo. No caso do trigo, as demandas internas pressionaram também as importações, que cresceram 26%. Ao todo, 80.468 toneladas chegaram de outros países via Paranaguá.

CONTÊINERES

Em número de contêineres de 20 pés (TEUs), de janeiro a março deste ano foram 269.037- quantidade 3% maior que as 260.135 TEUs registradas no ano passado.

Quanto às exportações em contêineres, a alta foi ainda maior: 4%. No primeiro trimestre, foram 152.798 TEUs carregados e no ano passado, 146.746 TEUs. De importação foram 116.962 TEUs neste ano, contra 113.398 TEUs, em 2021 – alta de 3%.

Fonte: Comex do Brasil

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