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Resumo de Notícias da Semana 22

Grupo Pinho
March 3, 2022

Arroz, feijão e carne vão ficar mais baratos com corte em imposto?

O governo federal decidiu cortar o imposto de importação para produtos como arroz, feijão e carne bovina. A medida vale até dia 31 de dezembro deste ano e, de acordo com o Ministério da Economia, tem como objetivo deixar os produtos mais baratos.

No entanto, especialistas ouvidos pelo UOL dizem que os preços não vão diminuir com o corte de imposto, já que o Brasil importa um volume pequeno desses três itens.

Um dos poucos alimentos que o Brasil importa em grande quantidade é o trigo, que não teve redução na tributação no último anúncio do governo federal. José Augusto Castro, presidente executivo da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), diz que 70% do volume consumido no Brasil vem de fora.

"A área plantada é insuficiente. O Brasil tenta aumentar a produção, mas ainda não conseguiu. Esse trigo vem da Argentina, da Rússia, da Ucrânia, dos Estados Unidos e da Turquia", afirma Castro.

Arroz está sobrando "Não esperamos nenhum impacto no preço em um primeiro momento. O arroz, que é um item importante para a cesta básica, está com excedente de produção no Brasil. O país está tentando exportar essa sobra, porque não temos uma demanda interna suficiente", afirma Lucílio Rogério Aparecido Alves, professor da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo).

Alves diz que o excedente somado a uma queda no preço do arroz fez com que as importações dos últimos 12 meses (até abril deste ano) caíssem 25,5% em comparação ao ano anterior.

O pequeno volume de arroz que é importado vem do Paraguai —o que significa que não há cobrança de imposto para importação, porque o país faz parte do Mercosul, e existe um acordo dentro do bloco para isenção da tarifa.

Volume de feijão importado é menos do que 5%

Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses), afirma que a maior parte do feijão importado vem da Argentina (país que também faz parte do Mercosul). O país importa de 3% a 4% do que é consumido no mercado interno. 

"Ao diminuir o imposto de importação, não existe efeito no preço do feijão. Não temos de onde trazer o produto", afirma Lüders. 

O feijão carioca, que se destaca no consumo do país, não é consumido em outros lugares do mundo, então tudo que é plantado no Brasil é para o mercado interno. Até por isso os produtores tentam plantar a quantidade exata para consumo, porque se sobrar, não dá para exportar para outros países.

Na verdade, o mundo tem olhado para o Brasil e para a América Latina na esperança de que os países produzam mais feijões nos próximos anos para atender a demanda mundial crescente. Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe.

O especialista diz que o incentivo para plantar os grãos é baixo e que os produtores acabam preferindo usar os espaços para plantações de soja e milho. 

"Existe mais atratividade para o produtor plantar soja ou milho, por exemplo, porque ele sabe qual vai ser o valor de venda, já que existe o preço futuro. O feijão não tem isso, então a produção fica ao sabor do mercado, sem estímulo, e isso está fazendo com que a nossa área de produção diminua a cada ano", diz Lüders. 

A produção de carnes é suficiente No caso da carne, o preço também não deve ser alterado com o corte no imposto de importação. O Brasil é o terceiro maior exportador mundial, perdendo apenas para Estados Unidos e Austrália, de acordo com Castro.

Produção de carnes é suficiente No caso da carne, o preço também não deve ser alterado com o corte no imposto de importação. O Brasil é o terceiro maior exportador mundial, perdendo apenas para Estados Unidos e Austrália, de acordo com Castro. 

Hoje reduzir o imposto para estimular a importação de carne bovina não traz impacto no preço, porque não temos de onde comprar. Pode ser um tiro pela culatra, porque, se o Brasil for comprar dos Estados Unidos ou da Austrália, os preços vão subir mais ainda pelo aumento da demanda global.

O Brasil importa um volume pequeno de carne do Uruguai, mas o mercado interno é abastecido majoritariamente com produção local. O Uruguai também faz parte do Mercosul e não há cobrança de tarifa de importação.

Como diminuir os preços? 

Para Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, uma forma efetiva de reduzir os preços dos alimentos seria cortar os impostos internos de itens da cesta básica.

"Temos impostos em cascata que deixam os produtos mais caros. As alíquotas de tributação deveriam ser zeradas para os itens da cesta básica. Isso geraria uma questão tributária, mas tiraria a pressão da cesta básica", afirma Velloni. 

Guilherme Rosenthal, cofundador da Vixtra, fintech de comércio exterior, diz que a queda na tributação pode ser vantajosa para produtos que são mais importados, como materiais de construção.

"Essa redução de imposto de importação vale para itens importados, mas faz com que os itens nacionais enfrentam uma concorrência maior e segurem o preço", afirma Rosenthal. 

Governo diz que medida vai baratear bens importados 

Em nota, o Ministério da Economia afirma que o objetivo do governo com a redução do imposto é diminuir as consequências econômicas da pandemia e da guerra na Ucrânia.

"O objetivo do governo é aliviar as consequências econômicas negativas decorrentes da pandemia de covid-19 e da guerra na Ucrânia -principalmente a alta no custo de vida da população de menor renda e o aumento de custo das empresas que consomem esses insumos na produção e comercialização de bens", afirma o ministério em nota publicada em seu site. 

O ministério diz ainda que a medida "irá contribuir para o barateamento de quase todos os bens importados, beneficiando diretamente a população e as empresas que consomem esses insumos em seu processo produtivo".

Fonte: Economia UOL 

Coreia do Sul suspende tarifa e pode ampliar compras do Brasil

Grande fornecedor de carne de frango, o Brasil pode expandir sua presença no mercado sul-coreano com carne suína

A Coreia do Sul, um dos principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango e um dos maiores importadores globais de carne suína, deverá liberar a partir de junho cota de 50 mil toneladas sem tarifa de importação.

A cota é aberta para todos os países que detém plantas habilitadas para exportar para o mercado sul-coreano, incluindo o Brasil.

Atualmente, apenas unidades produtoras do estado de Santa Catarina (que até pouco tempo era a única unidade federativa reconhecida como livre de aftosa sem vacinação) estão habilitadas a embarcar carne suína para o país asiático.

Espera-se que logo os estados como o Paraná e o Rio Grande do Sul também sejam reconhecidos pelos sul-coreanos, na esteira do reconhecimento destes estados como livres de aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH, sigla em inglês).

A medida anunciada faz parte de uma série de suspensões de tarifas publicadas pelo governo sul coreano como “Estabilização do custo de vida e do custo de alimentos” (tradução livre) e tem como objetivo reduzir impactos inflacionários.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a medida poderá impactar positivamente os embarques de carne suína do Brasil para o país asiático.

“Dado o contexto internacional e a crescente presença brasileira no país asiático, especialmente após a ação de imagem e promoção realizada no ano passado pela ABPA em conjunto com a ApexBrasil e a Embaixada Brasileira em Seul, é esperado que as exportações brasileiras sejam influenciadas por esta oportunidade aberta aos exportadores habilitados. A cota é uma oportunidade para gerar divisas importantes para o setor produtivo, que enfrenta grandes dificuldades neste momento”, analisa Santin.

Entre janeiro e abril, a Coreia do Sul importou 2,6 mil toneladas, volume 85,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. As vendas para o mercado geraram receita de US$ 7,2 milhões nos quatro primeiros meses deste ano, número 133% maior que o realizado no mesmo período de 2021.

Fonte: Canal Rural

Eficiência na operação de contêineres faz do Porto de Imbituba um dos destaques entre portos nacionais

No quesito operação de contêineres, o Porto de Imbituba ficou em primeiro lugar como o mais eficiente entre os portos do Brasil, na categoria abordagem administrativa, de acordo com o Container Port Performance Index (CPPI - Índice de Performance de Portos de Contêineres).

O CPPI é elaborado pelo Global Transport Practice, do World Bank Group, em colaboração com a divisão Maritime, Trade and Supply Chain da S&P Global Market Intelligence. A pesquisa está em sua segunda edição e conta com um levantamento de 370 portos do mundo que realizam operações dessa carga.

O índice possui dois rankings com diferentes abordagens: administrativa e estatística. No primeiro, que aponta o Porto de Imbituba como o mais eficiente do país, são considerados dados das escalas (port calls) dos navios conteineiros e a movimentação anual do porto em cargas de contêiner. Já na abordagem estatística, o complexo aparece em quarto lugar nacional em relação à operação de contêineres.

“Nosso estado demonstra que é sempre muito bem representado. Temos ao mesmo tempo mão de obra qualificada, um sistema de inovação competente e um ambiente propício para o empreendedorismo. E nossa gestão portuária não fica para trás. Seja na administração direta ou indireta, temos uma gestão de Santa Catarina cada vez mais técnica e eficaz”, disse o governador Carlos Moisés.

Além do primeiro lugar nacional na abordagem administrativa, Imbituba também ficou em 51ª colocação no ranking mundial deste quesito, perto de portos como o de Hong Kong (China) e Incheon (Coreia do Sul). Na América Latina, Imbituba está em quarto lugar e em primeiro entre os portos do Mercosul.

“O resultado deste relatório é efeito da constante busca dos usuários do Porto por otimizar suas operações e ampliar a eficiência no atendimento aos navios, o que também tem se consolidado na atração e projeção do Porto para novos negócios, com perspectivas de novos recorde operacionais para este ano”, destaca Fábio Riera, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba.

O Porto de Imbituba conta com um Terminal de Contêineres, arrendado pela Santos Brasil. Em 2021, a carga representou 12% de todo o volume movimentado em toneladas no Porto. Atualmente, há uma escala semanal de cabotagem (navegação entre portos do Brasil) em operação, da Aliança.

Fonte: Comex do Brasil 

Guerra na Ucrânia afeta a indústria brasileira e empresas pretendem buscar fornecedores alternativos, diz CNI

A indústria brasileira sente cada vez mais os efeitos da guerra na Ucrânia e a alta dos preços de insumos e de matérias-primas atingiu o setor a partir do mês de março, conforme detectado pela última Sondagem Especial realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o estudo, 58% das empresas na indústria extrativa e de transformação e 68% na construção civil relataram aumento de preços acima do esperado.

De acordo com a Sondagem, as dificuldades e os atrasos nas cadeias de suprimentos começam a gerar uma reconfiguração na produção das indústrias brasileiras e 40% da indústria geral (extrativista e de transformação) e 54% da construção que dependem de insumos importados pretendem mudar a estratégia de aquisição de insumos e matérias-primas e buscar fornecedores no Brasil.

Entre as empresas que compram no Brasil, 43% da indústria geral (extrativa e de transformação) e 50% da indústria da construção afirmam que buscam fornecedores alternativos no País.

Por outro lado, a parcela de empresas nacionais que buscam fornecedores alternativos fora do País é de 18% na indústria extrativa e de transformação e de 3% na construção civil.

De acordo com o gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sergio Telles, a pressão sobre os preços coincide com a invasão da Ucrânia pela Rússia, que, além da grave consequência humanitária, também prejudicou as cadeias de suprimento.

De acordo com ele, a guerra na Ucrânia gerou gargalos no fornecimentos de insumos e energias, “além de barreiras ao sistema de logística internacional. Esse fato provoca atrasos e interrupções no fornecimento de insumos, além da excessiva elevação de preços como temos visto”, concluiu o executivo da CNI.

Fonte: Comex do Brasil

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