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Resumo de Notícias da Semana 26

Grupo Pinho
March 3, 2022

Porto de Santos tem movimentação recorde de 66,5 milhões de toneladas de janeiro a maio impulsionada pelo agronegócio

A movimentação de cargas no Porto de Santos nos cinco primeiros meses do ano refletiu o bom desempenho do agronegócio brasileiro e conferiu ao período a sua melhor marca: 66,5 milhões de toneladas, alta de 5,5% na comparação anual.

As exportações cresceram 5,7%, somando 48,3 milhões de toneladas, e as importações avançaram 4,9%, atingindo 18,3 milhões de toneladas.

O desempenho foi puxado pelos embarques de milho, apresentando crescimento de 134%, para 1,5 milhão de toneladas, seguidos pelo complexo soja (grãos e farelos) com 21,8 milhões de toneladas, alta de 10% na comparação anual. A celulose voltou a se destacar e registrou crescimento de 63,6%, somando 3,3 milhões de toneladas.

“O desempenho das cargas do agronegócio reflete os investimentos sobretudo em terminais especializados que o Porto fez nos últimos anos para escoar com maior eficiência e produtividade as safras. Da mesma forma, o Porto se prepara para ampliar e modernizar a estrutura para fertilizantes e contêineres com os novos terminais dedicados [STS 53 e STS 10] que irão a leilão”, afirma o diretor-presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral.

Foram destaque, também, os embarques de carnes, com aumento de 49,3% (para 986,2 mil toneladas), e de óleo diesel e gasóleo, com alta de 35,7%, para 982,5 mil toneladas. No sentido inverso, as descargas de fertilizantes tiveram crescimento de 24,2%, totalizando 3,4 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres nos dois fluxos superou os 2,0 milhões de TEU (unidade padrão de um contêiner de 20 pés), ficando 0,4% acima do verificado nos cinco primeiros meses de 2021; a melhor marca da história do Porto para janeiro-maio.

O movimento acumulado de granéis sólidos chegou a 34,1 milhões de toneladas, alta de 6,6% sobre o mesmo período de 2021. O volume de granéis líquidos também apresentou crescimento e somou 7,6 milhões de toneladas, alta de 5,4%. Ambos registraram suas melhores marcas para o período.

O fluxo de embarcações totalizou 2.093 navios, 3,0% acima do mesmo período do ano passado.

Maio

O movimento de cargas no mês de maio atingiu 14,1 milhões de toneladas, alta de 0,2% sobre o quinto mês de 2021, caracterizando-se como a melhor marca para esse mês. As descargas cresceram 1,4% (para 3,6 milhões de toneladas), enquanto os embarques caíram 0,3% (para 10,5 milhões de toneladas).

Balança Comercial

A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira foi de 29,4% em maio. Cerca de 32,6% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos em 2022 tiveram a China como país parceiro. São Paulo se mantém como o estado com maior participação nas transações comerciais com o exterior por meio do Porto de Santos (51,7%).

Fonte: Comex do Brasil 

Terminal de contêineres de Paranaguá bate recorde de movimentação em maio, com 108.635 TEUs em um único mês

Prestes a encerrar o primeiro semestre do ano, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, anuncia mais um recorde de movimentação: somente em maio, o Terminal movimentou 108.635 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), superando a marca anterior de 104.497 TEUs, atingida em agosto de 2021. No último ano, a TCP movimentou mais de um milhão de TEUs e pretende aumentar este número até o final de 2022.

O segmento de carne de frango congelada continua sendo o principal produto de exportação do terminal, considerado líder mundial neste segmento, com aproximadamente 1.957 mil tons exportadas em 2021; número acima de grandes portos como o de Savannah, nos EUA. Já no primeiro quadrimestre deste ano, a exportação do produto pela TCP teve um aumento de 8% com relação ao mesmo período do ano passado.

“Para atender essa demanda, estamos ampliando a nossa área reefer em 43%. Ou seja, passará a contar com 5.178 tomadas para energização e armazenamento de contêineres”, acrescenta Thomas Lima, diretor comercial e institucional da TCP.

As cargas congeladas também foram responsáveis por um outro recorde alcançado no mês de maio no terminal: o maior número de contêineres refrigerados movimentados em uma única embarcação. O feito se deu no navio Cap San Augustin, do armador Maersk, com 805 contêineres reefer movimentados no dia 20 de maio.

Mas os navios não são os únicos a ter destaque no terminal. O trem é um grande diferencial da TCP que, atualmente, movimenta 23% de todos os contêineres de exportação pela ferrovia. No mês de maio, foram 16.972 TEUs no total, o maior volume da história já transportado por este modal. Parte desse acréscimo é resultado do sucesso obtido com o maior projeto de logística intermodal do mundo, dedicado a um único cliente na indústria do contêiner, realizado pelo terminal.

“Com novos projetos implementados em parceria com grandes exportadores em 2021, a previsão é que o volume de contêineres movimentados na ferrovia dobre até 2025”, diz Lima.

Segundo o diretor, os grandes números são um reflexo dos contínuos investimentos realizados pela administração do terminal para garantir uma infraestrutura moderna, com ampla área de armazenamento, logística de ponta, bem como serviços que atendam às necessidades dos clientes. “Acabamos de anunciar nosso plano de investimento portuário de mais R$ 370 milhões, o qual contempla tais melhorias para que possamos posicionar a TCP na vanguarda das soluções logísticas, trazendo opções customizadas cliente a cliente”, finaliza Thomas.

Fonte: Comex do Brasil 

Alta dos preços dos produtos importados leva governo a rever para US$ 81,5 bilhões previsão de superávit em 2022

Uma forte alta nos preços externos dos principais produtos importados resultou numa queda de 25,4% no superávit da balança comercial brasileira no mês de junho para US$ 8,814 bilhões e levou o Ministério da Economia a rever para US$ 81,5 bilhões a projeção de superávit comercial para 2022, contra uma projeção anterior de US$ 111,6 bilhões. A cada três meses o Ministério atualiza sua estimativa e a próxima previsão deverá ser apresentada no início do mês de outubro.

No primeiro semestre, a balança comercial acumula superávit de US$ 34,246 bilhões. Isso representa 8,2% a menos que o registrado de janeiro e junho do ano passado. O saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para 2021, quando o superávit tinha fechado o primeiro semestre em US$ 37 bilhões nesse intervalo.

O encarecimento do preço de vários itens como fertilizantes e petróleo, fez o superávit da balança comercial encolher em junho. No mês passado, o país exportou US$ 8,814 bilhões a mais do que importou, queda de 15,4% em relação ao registrado em junho do ano passado. Apesar do recuo, esse é o segundo melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1989, só perdendo para junho de 2021.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 32,675 bilhões para o exterior e comprou US$ 23,861 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em junho, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 15,6% em relação a junho do ano passado, pelo critério da média diária. As importações aumentaram 33,7% na mesma comparação.

O recorde das importações e das exportações, no entanto, deve-se ao aumento dos preços internacionais das mercadorias. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média apenas 0,1% na comparação com junho do ano passado, enquanto os preços aumentaram 14,6%, favorecido pela valorização das commodities, que são bens primários com cotação internacional.

Nas importações, a quantidade comprada caiu 1,8%, mas os preços médios subiram 34,6%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, carvão e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Setores

Ao comparar o setor agropecuário, o aumento nos preços internacionais pesou mais nas exportações. O volume de mercadorias embarcadas caiu 4,5% em junho na comparação com o mesmo mês de 2021, enquanto o preço médio subiu 36,2%. Na indústria de transformação, a quantidade subiu 11,6%, com o preço médio aumentando 23,4%. Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada caiu 15,9%, enquanto os preços médios recuaram 10,9% em relação a junho do ano passado.

Os produtos com maior destaque nas exportações agropecuárias foram milho não moído (+1.458,9%), café não torrado (+76,7%) e soja (+22,7%). Esse crescimento deve-se principalmente aos preços. O destaque negativo foi o algodão, cujas exportações caíram 10,5% de junho do ano passado a junho deste ano por causa da antecipação de embarques no início do ano.

Na indústria extrativa, os maiores crescimentos foram registrados nas exportações de carvão, cujo valor se multiplicou em cerca de 700 vezes em junho na comparação com junho do ano passado. Na indústria de transformação, os maiores crescimentos ocorreram nas gorduras e óleos vegetais (+154,6%), combustíveis (+124,4%) e farelos de soja e outros alimentos para animais (+61,5%).

Em relação às importações, os maiores crescimentos foram registrados nos seguintes produtos: cevada não moída (+15.386,3%), frutas e nozes não oleaginosas (+72,5%) e trigo e centeio não moídos (+67,4%), na agropecuária; carvão não aglomerado (+439,6%) e petróleo bruto (+182,5%), na indústria extrativa; e combustíveis (+82,7%) e adubos ou fertilizantes químicos processados (+187,5%), válvulas de cátodo (+64,9%) e combustíveis (+47,4%), na indústria de transformação.

Fonte: CNN Brasil

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