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Resumo de Notícias da Semana 28

Grupo Pinho
March 3, 2022

Comércio Brasil-EUA fecha segundo semestre com recorde de US$ 42,7 bilhões e déficit histórico brasileiro de US$ 7,4 bilhões

As trocas de bens entre o Brasil e os Estados Unidos registraram novo recorde no primeiro semestre de 2022, segundo a edição mais recente do Monitor do Comércio Brasil-EUA da Amcham Brasil. O estudo indica que o intercâmbio comercial entre os dois países foi de US$ 42,7 bilhões no período, um aumento de 43,2% em relação ao primeiro semestre do ano passado.   

“O comércio bilateral seguiu bastante aquecido neste primeiro semestre. O aumento dos preços internacionais e, em menor medida, da demanda de produtos importantes da pauta bilateral, levaram a valores inéditos nas importações e exportações brasileiras em relação aos Estados Unidos”, conclui Abrão Neto, vice-presidente Executivo da Amcham Brasil.   

Conflito na Ucrânia impulsiona exportação brasileira no setor de energia 

Os conflitos no Oeste asiático entre Rússia e Ucrânia tiveram um impacto direto na exportação de produtos do setor de energia e combustível, principalmente petróleo e derivados, fertilizantes, insumos químicos, entre outros.  Como consequência, a procura desse tipo de produtos vindos de outros países tem aumentado consideravelmente, principalmente no Brasil.

Segundo levantamento do Monitor de Comércio da Amcham, 43,7% do total de importações nacionais para os Estados Unidos foi relacionado a compras de produtos de energia, em especial combustíveis e derivados de petróleo, gás natural, petróleo bruto e carvão. Essa procura por produtos brasileiros foi tão intensa que a importação exclusiva para os Estados Unidos cresceu 52,4% em comparação ao semestre anterior. 

Importações seguem em alta   

Paralelamente, as importações de produtos americanos para o Brasil também aumentaram. A diferença entre as importações e exportações entre os países resultou num déficit de US$ 7,4 bilhões para o Brasil, entrando para a história como o maior do Brasil com qualquer parceiro comercial em 2022.   

O Monitor do Comércio Brasil-EUA da Amcham também traz análises do desempenho comercial por regiões e principais estados brasileiros. O acesso é gratuito em amcham.com.br/monitor.

Fonte: Comex do Brasil 

CNI prepara seminário e missão comercial para o Chile, quinto maior mercado para os produtos brasileiros em todo o mundo

Desde janeiro desse ano, empresas brasileiras podem fazer negócios com o Chile com menos burocracia e mais rapidez e garantias, graças a um Acordo de Complementação Econômica firmado entre os dois países, que também engloba compras governamentais. Essa parceria ampliou consideravelmente as oportunidades comerciais para setores como alimentos, médico-hospitalar, farmacêutico, telecomunicação e eletrônicos. A expectativa é que as empresas brasileiras lucrem US$ 15 bilhões ao ano.

Para ajudar os empresários a entenderem o potencial desse mercado e auxiliar nos primeiros passos das negociações, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) por meio da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), promoverá a Iniciativa Chile em agosto, junto com a Apex-Brasil e o Sebrae

O projeto é dividido em duas fases: o seminário Oportunidades de Negócios com o Chile, que acontece no dia 3 de agosto, pelas redes sociais da CNI; e a Missão Comercial Brasil-Chile, entre os dias 23 e 26 de agosto, que conduzirá empresários interessados ao país vizinho para participar de reuniões com entidades públicas e privadas, visitas técnicas e encontros de negócios com compradores chilenos.

Para saber mais ou fazer a inscrição, o empresário deve entrar em contato com a analista de Políticas e Indústria da CNI Carolina Lopes, por meio do e-mail carolina.bernardes@cni.com.br.

A seguir, separamos algumas curiosidades sobre a relação do Brasil com o Chile para lhe incentivar a negociar com nossos vizinhos da América do Sul. Confira:

1. Ótimo importador de produtos brasileiros;

Em 2021, o Chile se tornou o quinto maior destino para produtos brasileiros. Só fica atrás da China, União Europeia, Estados Unidos e Argentina. O país tem como boa característica a diversidade da pauta exportadora que vai de petróleo a automóveis, de carne bovina ou de frango a máquinas pesadas.

Além disso, o Chile é o segundo maior parceiro do Brasil na América do Sul. Em 2020, a corrente de comércio entre as duas economias somou US$ 6,7 bilhões.

2. Parceiro de todos

O Chile é o país com maior número de tratados de livre comércio assinados com áreas econômicas que representam 90% da população mundial. Desde a década de 70, o Chile vem mantendo uma política de redução de tarifas e de eliminação de barreiras comerciais. São parceiros importantes com quem o país mantém elo: Nafta, União Européia, Mercosul, China, EFTA, P4, Índia, Japão, Coréia do Sul, entre outros.

3. Brasil e Chile surpreendem o mercado de fragrâncias na América Latina

O mercado da beleza e dos cuidados pessoais na América Latina é um dos mais importantes na região. No caso específico das fragrâncias, em 2015, o Chile e o Brasil lideravam o consumo de perfumes, pois, enquanto no mercado brasileiro se utilizam 185,5 ml por pessoa ao ano, no chileno esse número cai somente para 166,1, de acordo com a consultoria Euromonitor International

4. Maior produtor e exportador mundial de cobre

Rico em recursos naturais, a mineração consiste na principal atividade econômica desenvolvida no Chile, além de liderar o comércio internacional chileno com o envio de minerais metálicos ao exterior. Entre os principais produtos, estão cobre, ferro, molibdênio, enxofre, calcário e lítio.

5. Pode celebrar os novos negócios com um bom vinho

Quarto maior exportador de vinhos no mundo, o Chile está na frente de tradicionais produtores como Austrália, Estados Unidos, Portugal e Argentina, e a indústria de produção do país cresce a cada ano.

O Brasil é o segundo maior importador, somente atrás da China. Em 2017, por exemplo, entraram em solo brasileiro cerca de 51,6 milhões de litros de vinhos chilenos.

Fonte: Comex do Brasil 

Comércio exterior de mercadorias da China sobe 9,4% no 1º semestre e ultrapassa US$ 2,9 trilhões 

O comércio exterior de bens da China saltou 9,4% ano a ano, para 19,8 trilhões de yuans (US$ 2,94 trilhões) durante o primeiro semestre do ano, mostraram dados oficiais nesta quarta-feira. As exportações aumentaram 13,2% ano a ano, para 11,14 trilhões de yuans, enquanto as importações aumentaram 4,8% em relação a um ano atrás, para 8,66 trilhões de yuans, de acordo com a Administração Geral das Alfândegas.

O crescimento do comércio exterior acelerou significativamente em maio e junho, disse Li Kuiwen, porta-voz da administração.

À medida que a situação de prevenção e controle da epidemia melhora e as políticas pró-crescimento estão gerando efeitos, as empresas de comércio exterior retomaram o trabalho e a produção de forma ordenada desde maio.

Em particular, a rápida recuperação das importações e exportações no Delta do Rio Yangtzé levou a uma recuperação acentuada no crescimento geral do comércio exterior da China, disse Li.

O crescimento do comércio exterior da China acelerou para 14,3% em junho, em comparação com 9,5% em maio e 0,1% em abril.

No primeiro semestre, o comércio da China com seus três principais parceiros comerciais – a Associação das Nações do Sudeste Asiático, a União Europeia e os Estados Unidos – cresceu 10,6%, 7,5% e 11,7% em termos anuais, respectivamente.

De janeiro a junho, o comércio da China com os países do Cinturão e Rota e membros da Parceria Econômica Abrangente Regional aumentou 17,8% e 5,6% ano a ano.

Em termos de tipos de mercadorias, as importações e exportações de produtos mecânicos e elétricos cresceram 4,2%, representando 49,1% do total.

As empresas privadas apresentaram forte desempenho, pois suas importações e exportações cresceram 13,6% ano a ano no primeiro semestre, superando o crescimento geral do país.

As exportações chinesas de produtos intensivos em mão de obra aumentaram 13,5%, para 1,99 trilhão de yuans, enquanto as importações de produtos energéticos, incluindo petróleo bruto, gás natural e carvão, subiram 53,1%, mostraram dados alfandegários. 

Fonte: Comex do Brasil 

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