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Resumo de Notícias da Semana 53

Grupo Pinho
March 3, 2022

Porto de Paranaguá completa 87 anos com foco na atração de investimentos e se torna hub logístico da América do Sul

Ao completar 87 anos na última quinta-feira (17), o Porto de Paranaguá se consolida como o mais eficiente do Brasil e se prepara para continuar na vanguarda da atividade portuária. Com projetos inovadores e obras que vão ampliar a capacidade de movimentação de cargas, o porto paranaense atrai novos investimentos e tem se tornado hub logístico da América do Sul.

“Paranaguá é referência nacional em gestão portuária, sendo premiado nacionalmente e servindo de exemplo até mesmo em eventos internacionais. Esse reconhecimento nos mostra que estamos no caminho certo e que devemos seguir apostando em um quadro técnico altamente qualificado”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Para o presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia, é preciso realizar no presente as ações que vão construir o porto do futuro. Todo ano temos que provar que continuamos sendo eficientes, com atração de novos mercados, com qualidade de serviço e custo baixo. Então, temos a obrigação de prever e fazer grandes investimentos hoje”, explicou.

Com novos arrendamentos, os investimentos privados já previstos pela autoridade portuária podem chegar a R$ 2,6 bilhões nos próximos anos. Pioneiro, o Paraná foi o primeiro Estado do País a receber a delegação de competências para administrar os contratos de exploração de áreas.

O próximo leilão acontece no próximo dia 30, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A PAR32 será destinada à movimentação de carga geral, especialmente açúcar. O investimento previsto é de R$ 4,1 milhões.

Outras cinco áreas do Porto de Paranaguá já estão em estudo ou em processo de arrendamento: A PAR09, destinada a movimentação de granel sólido vegetal, deve atrair R$ 492 milhões de investimentos e está em fase de audiência pública.

A PAR14 e a PAR15, também voltadas para granéis sólidos, estão em fase de diligências. A primeira tem previsão de até R$ 1,1 bilhão em investimentos e a segunda, de R$ 656 milhões. A PAR50, destinada a granéis líquidos, prevê aporte de R$ 338 milhões.

A administração portuária também já adiantou o interesse em arrendar uma sexta área: a PAR03, ainda em fase inicial de coleta de material para estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental. Com 38 mil metros quadrados, o espaço englobará o Terminal Público de Fertilizantes (Tefer), de seis mil metros quadrados.

OBRAS 

Para receber mais cargas, os portos preparam o aumento da capacidade de transporte ferroviário. As obras do Projeto Cais Leste – Moegão terão início ainda no primeiro semestre de 2022, após avançar a fase de consulta pública. A moega exclusiva para descarga de trens vai receber até 180 vagões simultaneamente. Serão três linhas independentes e correias transportadoras ligando 11 terminais.

No mar, a derrocagem da Pedra da Palangana será concluída neste mês. A fase de detonação foi encerrada em 2021 e, em 2022, as rochas são retiradas para britagem e doação para as prefeituras do Litoral.

TECNOLOGIA

Os projetos ligados à inovação, junto à Fundácion ValenciaPort, devem transformar as operações portuárias. O termo de cooperação técnica, inédito no Brasil, prevê a instalação do Port Colaborative Decision Making (PCDM) e do Port Community System (PCS), que conecta sistemas e integra informações de toda a cadeia logística, promovendo redução de tempo de custos na operação.

O centro de pesquisa, inovação e formação do setor logístico portuário, possui sede no porto de Valência, na Espanha, e atuação em portos da Europa, América Latina, Ásia e Oriente Médio.

O Porto de Paranaguá na verdade se chama Porto Dom Pedro II e existia antes mesmo da sua inauguração, em 1935. A história da cidade se entrelaça com a do porto. Em 1872, era um atracadouro administrado por comerciantes. Só em 1917 passou a ter administração pelo Governo do Estado e, com o crescimento das movimentações, mudou de lugar.

Hoje são quase cinco quilômetros de cais e píers. Em 2021, bateu o próprio recorde histórico de movimentação de cargas, ao atingir a marca de 57.520.122 toneladas.

A administração recebeu duas vezes consecutivas, em 2020 e 2021, o prêmio de melhor gestão pública portuária pelo Ministério da Infraestrutura. No último ano, foi considerado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) o porto público mais organizado do País e o mais bem colocado entre os maiores portos públicos no Índice de Desenvolvimento Ambiental (IDA).

Além disso, pelo seu trabalho na área ambiental, foi a única autoridade portuária do mundo a ser convidada duas vezes a participar da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), na COP-25, em Madri e COP-26, em Glasgow.

Atualmente, é o segundo porto do Brasil em valor de movimentação, sendo o 1º na exportação de óleo vegetal e frango congelado; 1º em importação de fertilizante; 2º em exportação de soja, farelo de soja, açúcar, papel, carne congelada e álcool; 2º na movimentação de contêineres e veículos; e 3º na exportação de madeira.

Fonte: Comex do Brasil

Especialistas projetam aumento das exportações e superávit de até US$ 75 bilhões com alta nos preços das commodities

A escalada recente das commodities tem potencial de gerar um impulso extra de até US$ 53 bilhões às exportações brasileiras deste ano, ajudando a amortecer o impacto na economia do choque de oferta com a invasão russa à Ucrânia.

Mesmo que a guerra tenha reforçado a tendência de desaceleração da economia global, o Brasil, vendendo seus principais produtos ao exterior a cotações mais altas, não terá que aumentar muito o volume das exportações para renovar o recorde na balança comercial. Se as previsões refeitas nos últimos dias por economistas estiverem corretas, os novos preços das commodities podem colocar pela primeira vez acima dos US$ 70 bilhões o superávit comercial.

Após a diferença das exportações para as importações alcançar o recorde de mais de US$ 61 bilhões no ano passado, 2022 começou com a perspectiva de menor tração do comércio internacional em razão da retirada dos estímulos monetários e fiscais lançados na pandemia para socorrer a economia global. Economistas passaram, porém, a revisar para cima projeções de balança comercial depois que os bombardeios na Ucrânia, com as consequentes sanções contra a Rússia, apertaram ainda mais a oferta global de commodities.

Ainda que o Brasil também tenha que pagar mais caro a partir de agora pelos produtos que traz do exterior, a avaliação é de que o saldo final será positivo, já que o País mais exporta do que importa. Mais de 70% das exportações brasileiras são commodities, conforme cálculo do Credit Suisse. Joga ainda a favor do País o fato de seu principal mercado no exterior, a China, ser uma economia que, ao contrário da maior parte do mundo, segue contando com estímulos.

Ao atualizar o cenário neste mês, o departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco elevou de US$ 286 bilhões para US$ 339 bilhões a expectativa às exportações deste ano. Ou seja, US$ 53 bilhões entraram na conta na esteira dos efeitos da guerra, um evento até então fora do radar.

Na XP Investimentos, a previsão de exportações subiu de US$ 299,5 bilhões para US$ 324,4 bilhões, uma diferença de US$ 24,9 bilhões. Já os economistas do Itaú Unibanco subiram de US$ 67 bilhões para US$ 74 bilhões a expectativa de superávit comercial.

O impulso ao comércio, e os investimentos decorrentes, pode não ser suficiente para anular por completo os estragos, de dimensão incerta, da crise no leste europeu no Brasil, sendo o primeiro deles a puxada na inflação, que contrata mais juros e condições financeiras mais restritivas. É de se esperar, no entanto, uma melhora das contas externas, onde o déficit das transações correntes com o exterior pode se aproximar do zero, bem como um alívio nas finanças públicas em meio aos movimentos de desoneração dos combustíveis.

Junto com a inflação doméstica mais alta do que o esperado, o salto das commodities indica que a arrecadação do governo seguirá elevada. Nas previsões tanto do Bradesco quanto do Itaú Unibanco, o déficit das contas públicas incluindo União, Estados, municípios e estatais, exceção a Petrobras e Eletrobras, deve terminar o ano em 0,3% como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).

Na revisão de cenário do Bradesco, a previsão ao déficit nas transações correntes com o exterior aquelas que, além do comércio de produtos, incluem contratações de serviços e remessas de lucro foi reduzida de 0,9% para 0,3% do PIB.

Economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa diz que os prognósticos do banco têm como base as cotações atuais das commodities porque, mesmo que a guerra tenha um desejado fim rápido, as matérias-primas não devem retornar tão rápido aos preços de antes. Os efeitos [sobre os preços] tendem a ser duradouros, comenta o economista.

Mesmo que a guerra acabe amanhã, é improvável que as relações do Ocidente com a Rússia voltem ao patamar de confiança de antes Não será também trivial a Ucrânia retomar a produção de trigo em duas semanas. Fora isso, a produtividade no campo deve ser prejudicada pelo aperto na oferta de fertilizantes, acrescenta Honorato.

De acordo com Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter, as exportações devem responder por cerca de 16% do PIB em 2022. O banco considera rever de US$ 65 bilhões para US$ 75 bilhões a previsão de superávit comercial deste ano. Em paralelo à valorização das commodities, as importações devem ser limitadas pela produção industrial mais fraca e a redução nas compras externas de gás natural, fonte das usinas térmicas de energia, por conta da recuperação dos níveis nos reservatórios das hidrelétricas.

A elevação das commodities tende a ser positiva para a economia, apesar da alta na inflação, que, em parte, deve ser amenizada pela valorização do câmbio, avalia Rafaela.

Fonte: Comex do Brasil

Porto de Santos: administradora tem lucro recorde histórico de R$ 329 milhões em 2021

A Santos Port Authority (SPA), estatal que administra o Porto de Santos, encerrou 2021 com o melhor resultado de sua história ao apurar lucro líquido de R$ 329,1 milhões, alta de 62,6% sobre 2020, até então a melhor marca da Companhia.

Com dois anos consecutivos de lucro recorde e uma sequência de três exercícios no azul, a SPA consolidou uma trajetória que reflete os esforços de austeridade e racionalização de gastos à frente do maior porto da América Latina, preparando a empresa para a desestatização, programada para ocorrer no final desse ano.

O excelente resultado permitirá à SPA distribuir quase R$ 308 milhões em dividendos à União, recorde na história da Companhia, bem como pagar o maior valor da história em Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos empregados, em justo reconhecimento pelos excelentes resultados alcançados.

A receita líquida da Companhia registrou R$ 1,1 bilhão, ligeira queda de 0,3%, mas se excluirmos da base de comparação de 2020 uma receita extraordinária de R$ 64,4 milhões, o crescimento das receitas recorrentes teria sido de 6%.

As ações de otimização de gastos, revisão de processos e modernização tecnológica favoreceram sobremaneira o resultado. As despesas administrativas recorrentes tiveram forte recuo pelo terceiro ano consecutivo e demonstraram queda de 15,1% na base anual, encerrando o exercício em R$ 112,6 milhões. Os custos operacionais recorrentes caíram 1,2%, para R$ 347,9 milhões, o que resultou em ganho de 2,1 pontos percentuais na relação custos/receita líquida recorrente, evidenciando os ganhos de produtividade alcançados com a eficiência das operações.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), ajustado por eventos extraordinários e antes da PLR (para melhor comparação com 2020), avançou 20,1% e alcançou R$ 603,5 milhões, com margem de 54,4%, um crescimento de 6,7 pontos percentuais sobre o ano anterior.

O resultado espelha as mudanças estruturais que estamos empreendendo na Companhia por meio da busca contínua de eficiência sem renunciar à qualidade na prestação dos serviços. Foi, mais uma vez, um ano de grandes conquistas que contribuirão para assegurar a condição do Porto de Santos como ativo irreplicável da infraestrutura brasileira”, disse o diretor-presidente da SPA, Fernando Biral.

Entre os destaques, o executivo citou a realização do leilão do STS 08A, arrematado pela Petrobras por R$ 558,3 milhões. O terminal integra uma carteira de 11 leilões projetados para serem realizados no Porto de Santos entre 2019 e 2022 com investimentos estimados da ordem de R$ 6 bilhões. Desses, cinco já ocorreram: STS 13A (granéis líquidos), STS 20 (granéis sólidos minerais), STS 14 e STS 14A (celulose) e o STS 08A. Os próximos seis estão programados para este ano. Será o maior número de leilões a ser realizado em uma mesma gestão da SPA, sem contar o novo contrato da FIPS (Ferrovia Interna do Porto de Santos) e a desestatização em si, que avançou a passos largos em 2021.

Estamos contentes com os seguidos recordes alcançados e, acima de tudo, com a consistência de resultados que estão sendo construídos sobre bases sólidas e que potencializam a geração de valor do principal ativo da cadeia logística nacional”, destacou o diretor de Administração e Finanças, Marcus Mingoni.

Fonte: Comex do Brasil

Mulheres trocam experiências de empreendedorismo e comércio exterior em evento no Rio

Mulheres que empreendem ou que queiram empreender participaram do 2º Encontro Conquistando o Protagonismo; Mulheres de Sucesso, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria do Estado do Rio de Janeiro (Caerj) e o Clube do Empreendedor, na quinta-feira (17), no Centro do Rio de Janeiro. Aproveitando o Mês da Mulher, o evento refletiu sobre o papel das empreendedoras no comércio internacional e na sociedade como um todo.

A proposta foi um grande bate-papo, num ambiente agradável com coffee break, dando voz a todas as mulheres. Vamos aproveitar o Mês da Mulher para falar de nossos desafios, trocar experiências, falar de negócios e, até mesmo, fechar parcerias que possam incrementar os empreendimentos”, explica Nathalia Xavier, gerente da Caerj.

Além da gerente da Caerj, o evento contará com a participação de outras mulheres com histórias de sucesso e protagonismo, como a vice-presidente da Caerj, Lindalia Junqueira; a presidente da Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil (Amebrás), Celia Domingues; a jornalista e secretária do Fórum da Alerj, Geiza Rocha; a diretora comercial do Foca na Rede, Caroline Carvalho; e a gerente de Comércio Exterior da Caerj, Claudia Pessoa.

Fonte: Comex do Brasil

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