Reduzir custos no frete aéreo internacional sem comprometer prazo ou segurança exige estratégias operacionais específicas. A tarifa por quilo é apenas um dos componentes do custo total, e frequentemente não é o que oferece maior margem de redução. Embalagem, roteamento, consolidação e integração com o desembaraço são os fatores que, combinados, geram reduções mais consistentes.
Por que o custo do frete aéreo vai além da tarifa
O custo total do frete aéreo internacional inclui tarifa básica, sobretaxa de combustível, taxas acessórias, custos de armazenagem no aeroporto de destino e, indiretamente, o impacto no valor aduaneiro e nos tributos de importação. Focar apenas na negociação da tarifa básica sem considerar os demais componentes pode resultar em economias menores do que o esperado.
Estratégia 1: Otimização de embalagem
O peso volumétrico, calculado pelas dimensões da carga, em muitas operações supera o peso real no frete aéreo, tornando-se o peso taxável sobre o qual a tarifa é aplicada. Embalagens mais compactas, sem excesso de material de preenchimento e adequadas ao formato do produto, reduzem o peso volumétrico e, diretamente, o custo de frete.
Essa é uma das estratégias com maior retorno imediato, pois não depende de negociação com terceiros, apenas de revisão interna dos processos de embalagem.
Estratégia 2: Consolidação de cargas
Em vez de enviar múltiplos embarques pequenos ao longo do mês, a consolidação em embarques maiores permite negociar tarifas por quilo mais competitivas com o agente de cargas. A tarifa por quilo no frete aéreo é escalonada, pesos maiores têm tarifas menores por quilo.
Essa estratégia exige planejamento de compras e estoque para acomodar o intervalo entre embarques, mas pode gerar reduções significativas no custo unitário de frete.
Estratégia 3: Roteamento alternativo
Nem sempre o voo direto entre origem e destino é a opção mais barata. Em algumas rotas, um roteamento com conexão em um hub intermediário pode oferecer tarifa significativamente menor dependendo da rota e programação.
Um agente de cargas com acesso a múltiplas opções de roteamento pode apresentar alternativas que equilibram custo e prazo de forma mais eficiente.
Estratégia 4: Negociação por volume
Empresas com volume regular de frete aéreo em rotas específicas têm poder de negociação para obter tarifas contratuais com agentes de cargas. Esses contratos podem estabelecer condições comerciais previamente negociadas e garantem previsibilidade de custo, além de oferecer tarifas mais competitivas do que as praticadas no spot market.
Estratégia 5: Planejamento antecipado do embarque
Reservas de espaço no último minuto, especialmente em períodos de alta demanda, resultam em tarifas mais altas e menor flexibilidade de roteamento. O planejamento antecipado do embarque permite negociar melhores condições e evitar a pressão por custos emergenciais de frete.
Estratégia 6: Integração frete e desembaraço
O tempo de armazenagem no aeroporto de destino é um custo que se acumula enquanto o desembaraço aduaneiro não é concluído. A integração entre frete e desembaraço em um único parceiro favorece a redução no tempo de armazenagem ao eliminar lacunas de comunicação entre fornecedores.
Estratégia 7: Análise de modal por tipo de carga
Nem toda carga precisa ser transportada por via aérea. Uma análise sistemática por tipo de mercadoria, identificando quais produtos realmente exigem o modal aéreo e quais podem ser migrados para o marítimo, pode gerar redução relevante no custo total do frete internacional sem impacto operacional.
O Grupo Pinho apoia essa análise como parte da gestão logística integrada, identificando oportunidades de otimização de modal sem comprometer o nível de serviço.
FAQ
Qual estratégia gera a maior redução de custo no frete aéreo?
Depende do perfil da operação. Para cargas com peso volumétrico significativamente maior que o real, a otimização de embalagem pode gerar as maiores reduções. Para empresas com volume regular, a negociação de tarifas contratuais tende a ser mais impactante.
A consolidação de cargas afeta o prazo de entrega?
Pode afetar marginalmente, pois o embarque consolidado depende do volume acumulado. No entanto, para operações não urgentes, o impacto no prazo costuma ser pequeno em relação à economia gerada.
É possível negociar a sobretaxa de combustível?
Em geral, não. A sobretaxa de combustível é definida pelas companhias aéreas com base no preço do querosene e aplicada uniformemente. O que pode ser negociado é a tarifa básica por quilo.
Como saber se minha embalagem está gerando peso volumétrico excessivo?
Compare o peso real e o peso volumétrico de embarques anteriores. Se o peso volumétrico for consistentemente maior que o real, a otimização de embalagem tem potencial de redução. Um agente de cargas pode ajudar nessa análise.
Contratos de volume com agentes de cargas têm penalidades por não utilização?
Depende dos termos negociados. Alguns contratos preveem volume mínimo mensal com penalidade por não cumprimento. Outros são mais flexíveis. A negociação dos termos deve levar em conta a previsibilidade real do volume de embarques.