Os IBS e CBS na importação já fazem parte da adaptação das empresas à Reforma Tributária do Consumo. Em 2026, ano de teste do novo modelo, estão previstas alíquotas de 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS, além da adequação gradual de documentos, sistemas e declarações às novas regras.
Para o importador, a transição também exige preparação operacional. Sistemas, cadastros e processos precisam estar adequados para receber e transmitir às novas informações de forma consistente.
Por isso, o tema não deve ficar restrito à área fiscal. A adaptação envolve também contabilidade, tecnologia, logística e despacho aduaneiro. No Blog do Grupo Pinho, há outros conteúdos sobre mudanças no comércio exterior.
O que são IBS e CBS e por que eles afetam a importação?
A Reforma Tributária do Consumo criou a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência compartilhada entre estados, Distrito Federal e municípios. A implementação é gradual, e 2026 funciona como ano de teste do novo modelo.
Na importação, essa transição exige a adaptação de sistemas, declarações e documentos aplicáveis para registrar corretamente as informações relacionadas ao tratamento tributário das operações.
Quais são as alíquotas de teste em 2026?
Em 2026, as alíquotas previstas para o período de teste são de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. A legislação e as orientações aplicáveis também estabelecem regras específicas de transição, incluindo hipóteses de dispensa de recolhimento mediante o cumprimento das obrigações acessórias previstas.
Por isso, não é correto considerar automaticamente um custo adicional de 1% em toda importação. O tratamento deve ser analisado conforme a legislação e as características de cada operação.
O que muda nos documentos fiscais em 2026?
Uma das mudanças trazidas pela Reforma Tributária é a inclusão de informações relacionadas ao IBS e à CBS nos documentos fiscais eletrônicos abrangidos pela implementação. Os leiautes e regras de preenchimento estão sendo adaptados conforme o cronograma aplicável a cada documento.
Na prática, empresas precisam revisar ERPs, emissores fiscais, cadastros e integrações para receber, processar e transmitir corretamente as novas informações.
| Frente de adaptação | Principal cuidado |
| Documentos fiscais | Preencher campos de IBS e CBS |
| ERP e integrações | Atualizar leiautes e validações |
| Cadastro de produtos | Manter NCM e dados tributários coerentes |
| Importação | Adequar sistemas e dados às novas informações exigidas |
| Governança | Integrar fiscal, contábil, TI e comércio exterior |
Por que a integração entre áreas se tornou mais importante?
A Reforma introduz novas informações e tratamentos tributários em processos que já dependem de NCM, cadastro de produtos e documentação aduaneira. Quando diferentes áreas utilizam dados inconsistentes, essas divergências podem repercutir em sistemas, documentos e declarações.
Por isso, fiscal e contabilidade precisam interpretar as regras, TI deve adequar sistemas e integrações, e comércio exterior precisa manter a consistência das informações utilizadas nos processos de importação.
Essa integração se torna ainda mais relevante com a adaptação dos leiautes fiscais e das declarações às novas regras do IBS e da CBS.
O que é cClassTrib e como ele aparece na importação?
O cClassTrib é o Código de Classificação Tributária do IBS e da CBS e identifica o enquadramento tributário aplicável à operação.
Em 2026, o Siscomex estabeleceu regras específicas para sua utilização nas declarações de importação. Na DI, o preenchimento segue as orientações aplicáveis ao sistema. Na DUIMP, a implementação está evoluindo para que o código seja definido pelo próprio sistema a partir dos fundamentos legais informados na operação.
Como os códigos e as regras de preenchimento podem ser atualizados durante a implementação da Reforma Tributária, é importante acompanhar as orientações vigentes do Siscomex.
O cClassTrib já produz efeito tributário em 2026?
Em 2026, o cClassTrib tem caráter informativo nas operações de importação e é utilizado para orientar os cálculos da alíquota equivalente da CBS, sem produzir efeitos tributários ou administrativos.
Ainda assim, as informações utilizadas no enquadramento tributário merecem atenção. O período de teste permite às empresas adequar cadastros, sistemas e processos às novas regras antes das próximas etapas da Reforma Tributária.
Quais cuidados as empresas devem ter com IBS e CBS na importação?
Um dos principais cuidados é evitar uma adaptação fragmentada. Atualizar apenas o sistema fiscal ou de comércio exterior pode gerar inconsistências entre regras, cadastros e informações utilizadas pelas diferentes áreas.
A revisão deve considerar:
- NCM e cadastro dos produtos;
- enquadramento tributário e cClassTrib, quando aplicável;
- atualização de ERP e emissores fiscais;
- integração entre sistemas;
- informações exigidas na DI ou DUIMP;
- consistência da documentação da operação;
- processos internos de conferência e validação.
Por que o cadastro e a documentação merecem atenção?
Inconsistências na NCM, descrição da mercadoria ou cadastro interno podem repercutir nas informações e nos tratamentos tributários aplicáveis à importação.
Por isso, a preparação pode começar antes do embarque, com alinhamento documental, análise da classificação fiscal e identificação dos requisitos aplicáveis à mercadoria.
Como preparar a operação para as próximas etapas?
Em 2026, as empresas podem aproveitar o período de testes para revisar sistemas, cadastros, processos e responsabilidades internas, preparando a operação para as próximas etapas da Reforma.
Também é importante evitar previsões genéricas sobre aumento ou redução da carga tributária. Os impactos dependerão das características de cada operação, dos produtos e dos regimes e tratamentos tributários aplicáveis.
Onde a gestão integrada pode ajudar?
Quando informações fiscais, logísticas e aduaneiras passam por diferentes equipes e fornecedores, podem surgir falhas de comunicação e inconsistências ao longo da operação.
O Grupo Pinho atua como Torre de Controle em Comércio Exterior, integrando a gestão documental, o desembaraço aduaneiro, o transporte internacional e outras etapas da cadeia. Essa coordenação amplia a visibilidade da operação e favorece um fluxo mais integrado entre informações e execução logística.
IBS e CBS em 2026 exigem preparação
Os IBS e CBS na importação já exigem adaptações em sistemas, cadastros e processos. As alíquotas de teste e as novas informações tributárias mostram que a transição já faz parte da rotina das empresas.
Em 2026, o período de teste demanda atenção à conformidade, qualidade dos dados e integração entre áreas, sem transformar regras transitórias em conclusões definitivas sobre a tributação futura.
Cada operação deve ser analisada conforme suas características. Como Torre de Controle em Comércio Exterior, o Grupo Pinho integra a gestão aduaneira e logística para apoiar importadores em diferentes etapas da operação. Fale com nossa equipe.
FAQ
Qual é a alíquota do IBS e da CBS em 2026?
Em 2026, as alíquotas previstas para o período de teste são de 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS. A legislação também estabelece regras específicas de transição e hipóteses de dispensa de recolhimento.
É preciso pagar IBS e CBS na importação em 2026?
Não é correto considerar automaticamente um recolhimento adicional de 1% em toda importação. Em 2026, existem regras específicas para o período de teste, incluindo hipóteses de dispensa de recolhimento mediante o cumprimento das obrigações acessórias aplicáveis.
O que é cClassTrib na importação?
O cClassTrib é o Código de Classificação Tributária do IBS e da CBS. Em 2026, sua utilização nas importações segue as regras e orientações estabelecidas pelo Siscomex.
Onde informar o cClassTrib na DI e na DUIMP?
Na DI, o preenchimento segue as orientações específicas do Siscomex. Na DUIMP, a implementação está sendo adaptada para que CST e cClassTrib sejam definidos pelo sistema a partir dos fundamentos legais informados na operação.
O cClassTrib gera imposto na importação em 2026?
Em 2026, o cClassTrib tem caráter informativo nas importações e é utilizado para orientar os cálculos da alíquota equivalente da CBS, sem produzir efeitos tributários ou administrativos.