Importação

Os 5 erros mais comuns de quem começa a fazer importação

Alex Cardoso
February 5, 2020

Os 5 erros mais comuns de quem começar a fazer importação

O volume de importações tem crescido constantemente no Brasil, principalmente, entre pessoas físicas, pequenas e médias empresas. Ao contrário das grandes indústrias, esse grupo usualmente não tem conhecimento dos detalhes da importação, incorrendo em alguns erros.

Por esse motivo, listamos cinco dicas valiosas para que você não cometa os mais frequentes equívocos no momento de importar.

1. Falta de planejamento

Por causa da facilidade de comprar na internet, muitos importadores podem acabar comprando sem planejamento. Ao ver alguma oferta em um site, descontos ou condições facilitadas, você pode fazer um péssimo negócio, pensando que está fazendo uma grande compra.

São diversas as variáveis que devem ser consideradas no momento de importar algum produto. Os principais são: os impostos, a taxa de câmbio e a burocracia.

Quanto aos impostos, você deve estar atento à quantidade da sua compra, ao tipo de produto e ao país do qual você está importando. As alíquotas podem variar bastante!

Em relação à taxa de câmbio, lembre-se que ela é atualizada com frequência, mas, nas compras a crédito, há um certo atraso na correção dos valores. Verifique com sua administradora do cartão de crédito.

Além disso, não deixe de verificar as tendências de variação cambial. Pode ser muito mais vantajoso adiar uma compra não urgente alguns dias em busca de preços melhores.

Quanto ao país, podem existir acordos bilaterais para alguns produtos que diminuem razoavelmente a tarifa de importação. Você deve pesquisar a respeito disso antes de efetuar a transação.

2. Pesquisa insuficiente sobre a empresa fornecedora

É muito frequente, por deixar de executar uma pesquisa a respeito da confiabilidade da empresa, que importadores acabem adquirindo produtos com qualidade muito inferior à esperada.

Os produtos podem, até mesmo, ser falsificados! Há empresas, principalmente no ramo têxtil, que oferecem produtos falsificados ou similares como se fossem originais. Outras ainda podem oferecer descrições enganosas sobre as qualidades do produto.

3. Pesquisa de mercado superficial

Há uma certa crença do brasileiro que determinados produtos importados têm uma qualidade muito superior aos nacionais ou um preço muito menor. Por isso, às vezes, pode-se efetuar uma transação desnecessária, pois haveria diversos produtos com qualidade superior dentro das nossas fronteiras.

4. Falta de negociação

Caso você deseje realizar uma compra de grande porte, vale a pena procurar o contato do fornecedor para tentar alguma negociação. Por causa da internet, conversas podem ser feitas instantaneamente ou com muita rapidez, sem custos adicionais como no caso das chamadas telefônicas.

Por isso, não hesite em negociar! Em alguns minutos, você pode conseguir um grande desconto.

5. Confusão entre compras pessoais e comerciais

As tarifas variam bastante de acordo com os valores da sua compra e com a quantidade de produtos. Por exemplo, mesmo que em uma compra pessoal você adquira muitos produtos semelhantes, a alfândega pode considerar sua compra como comercial.

Ou então, frequentemente, aproveitando que já está fazendo uma importação, você pode comprar produtos para uso próprio. No entanto, você corre o risco de pagar uma tarifa mais elevada por esses produtos, sendo mais vantajoso importá-los separadamente.

Percebeu como a importação tem mais detalhes do que você pensou inicialmente? Por isso, não se esqueça destas duas palavras de ouro: planejamento e pesquisa! Elas poderão te livrar de bastante estresse no futuro.

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