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Resumo de Notícias da Semana 27

Grupo Pinho
March 3, 2022

AEB promove Enaex 2022 em novembro com aposta no comércio exterior como caminho para o crescimento do País

A pauta de exportações brasileiras apresentou uma queda na participação de produtos manufaturados muito significativa, da ordem de 50%. No ano 2000, do volume total, 59,07% eram de manufaturados. Esse número foi sendo reduzido até chegarmos ao ano passado com o menor patamar desde 1975: 27,35%. A razão é o custo-Brasil que só pode ser eliminado com reformas estruturais, investimentos em infraestrutura e privatizações bem executadas, entre outras ações.

“É como se o Brasil tivesse voltado há cinco décadas, um retrocesso imenso que representa prejuízo para toda a economia. Se nada for feito, podemos manter e até ampliar os percentuais de exportações de commodities, o que é muito bom, mas vamos desprezar oportunidades de gerar empregos mais qualificados e abrir novas frentes de negócios com países desenvolvidos, entre outros benefícios de exportar produtos com alto valor agregado”, atesta José Augusto de Castro, presidente executivo da AEB.

O 41º Enaex será realizado em formato virtual e gratuito. A programação contará com dezenas de palestras de especialistas nas áreas pública, privada e acadêmica. A edição do ano passado; também realizada em ambiente online contou com 15 painéis e pronunciamentos ao vivo; 4.500 visitas e quase 10 mil visualizações de conteúdo dos 10 estandes de patrocinadores; mais de 7.200 acessos à plenária principal; e mais de 3 mil visitas aos oito workshops da Câmara AEB de Mediação de Conflitos (CAAEB). O evento contou com público de todas as regiões do Brasil e de outros 25 países.

História do Enaex

Realizado desde 1972, o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) é o maior fórum de reflexão sobre comércio exterior no Brasil que proporciona condições adequadas para o debate de propostas objetivas e a interação entre o empresariado e autoridades governamentais, visando à adoção de políticas e ações em favor da expansão da inserção competitiva e sustentável do Brasil no mercado internacional.

O Enaex reúne diferentes segmentos com atuação no comércio exterior brasileiro para discutir estratégias destinadas a seu fortalecimento, analisando, debatendo e propondo ações para eliminar entraves que reduzem a competitividade dos nossos produtos e serviços, tais como logística, sistema tributário, burocracia, acesso a mercados, custos financeiros, entre outros.

O público é formado por dirigentes empresariais e de entidades de classe, autoridades do governo federal, exportadores e importadores de mercadorias e serviços, além de profissionais de outros segmentos do comércio exterior e estudantes universitários.

Fonte: Comex do Brasil 

Países Árabes projetam elevar relações com Brasil a outro patamar além do comércio

Diplomatas e representantes de entidades do setor privado de países árabes discutiram o avanço no relacionamento das suas nações com o Brasil para um novo patamar nesta terça-feira (05) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).  Presente na capital paulista em função do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, a delegação árabe foi recebida pelo presidente da Fiesp, o empresário Josué.

O secretário-geral da União das Câmaras Árabes, Khaled Hanafy, pediu a colaboração da Fiesp para que a relação do Brasil com os países árabes avance para uma aliança estratégica e seja mais que apenas comércio. Entre as sugestões vindas das lideranças do setor privado e da diplomacia árabe para que isso aconteça estiveram a criação de áreas brasileiras dentro das zonas industriais de países árabes, as trocas de produtos de maior valor agregado e a transferência de expertise.

Falando para a ANBA após a reunião, o superintendente da Fiesp, Antônio Carlos Costa,  disse que já existe uma tradição muito grande de cooperação com os países árabes e que o desafio agora é deixar essa relação mais próxima e permanente para que ela possa prosperar em termos práticos para uma exportação de maior valor agregado. Foi discutida a criação de um grupo para fazer com que esse avanço no relacionamento para novas áreas e possibilidades aconteça.

“A gente tem um relacionamento grande no agronegócio, existe já um relacionamento tradicional nessa área, mas a gente entende que é possível avançar, tanto do ponto de vista de um intercâmbio tecnológico, como foi falado, quanto de trocas comerciais da indústria de transformação de maior conteúdo tecnológico”, disse Costa. A ideia é que o grupo que poderá ser criado trate de questões levantadas na reunião como valor agregado, investimentos, parcerias e treinamento.

Além das lideranças e diplomatas árabes, como o decano do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil e embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben, e o secretário-geral adjunto da Liga Árabe, Hossam Zaki, participaram da reunião o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Osmar Chohfi, e o secretário-geral da entidade, Tamer Mansour, o presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), Mohammed Zoghbi, e o vice-presidente da Fambras, Ali Zoghbi, e outras autoridades, diplomatas e empresários essenciais na relação Brasil-Países Árabes.

Fonte: Comex do Brasil 

Câmara Árabe promove encontro empresarial Brasil-Egito para tratar de oportunidades de negócios entre os dois Países

São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira promoveu encontro empresarial Brasil-Egito na tarde desta terça-feira (05), em sua sede na capital paulista. O evento reuniu cerca de 50 empresários brasileiros com a delegação egípcia que está na cidade.

O secretário-geral da Federação das Câmaras de Comércio Egípcias, Alaa Eldin Esmat Ezz, falou sobre as oportunidades no país árabe tanto como hub de negócios como para exportação e finalização de produtos. Ele afirmou que o país precisa de investimento em infraestrutura e tem megaprojetos de construção em andamento. “Cerca de 60% de todo o comércio global passa pelo Canal de Suez e o Egito é uma porta de entrada para enviar produtos para toda a África por via terrestre”, ele enfatizou.

O Egito é um grande produtor de fertilizantes, azeitonas, alho, citros, têxteis, algodão, petroquímicos, entre outros produtos. O país árabe é o terceiro maior comprador de produtos brasileiros entre os países árabes, e importa principalmente carne bovina, frango, trigo e açúcar.

Participaram ainda a cônsul comercial do Egito em São Paulo, Nashwa Bakr, o secretário-geral da Câmara Árabe, Tamer Mansour, o diretor regional da Câmara Árabe no Cairo, Michael Gamal, que falou sobre os benefícios do acordo de livre comércio Mercosul-Egito, e o gerente de Inteligência de Mercado da entidade, Marcus Vinicius, que trouxe dados sobre o comércio entre os países.

Edson Lopes Jr./Câmara Árabe

Ao final, falaram o diretor de Atração de Investimentos da Invest Minas, Ronaldo Baquete, e o diretor de promoção de Exportações na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Marcelo Faria. Eles deram um panorama do estado, com os principais produtos e setores da economia. Minas é o maior produtor de café, leite e tomate do Brasil e tem grande relevância nos setores de mineração, metalurgia, automotivo, energia hidráulica e solar, biotecnologia e farmacêutica e tecnologia da informação. Segundo Baquete, os países árabes são a região mais estratégica para Minas Gerais, já que exportam muito minério de ferro e café para os árabes e precisam de seus fertilizantes para o agronegócio.

Após as apresentações, a Câmara Árabe assinou acordo de entendimento (MoU) com a empresa Egyzone para impulsionar a cooperação em serviços de digitalização e desenvolvimento de negócios, além de serviços de exportação e importação entre os países. Ao final, houve um café com networking promovido pela Cooperativa Agropecuária Boa Esperança (Capebe), que ofereceu seu café superior do Sul de Minas.

Fonte: Comex do Brasil 

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